O banheiro estava silencioso, exceto pelo som distante do vento batendo nas paredes do chalé. Madeleine encostou a porta, não por necessidade de privacidade, mas para criar aquele casulo temporário. O espelho, embaçado pelo vapor do banho, devolvia apenas contornos borrados — como se fosse um lembrete de que a nitidez, às vezes, precisa esperar.
Passou a palma da mão pelo vidro, afastando o véu úmido. Aos poucos, o rosto que surgiu à sua frente já não parecia o mesmo que ela lembrava do primeir