A manhã estava clara, mas o vento ainda carregava aquele frio cortante que parecia entrar pelas mangas e pelo colarinho. Madeleine atravessou o pátio improvisado da obra com as luvas enfiadas no bolso e a touca puxada até quase cobrir as sobrancelhas.
O hotel já tinha outra cara. Onde antes eram apenas estruturas metálicas e tábuas empilhadas, agora as paredes começavam a se erguer com firmeza. Ela parou por um instante, observando o som ritmado dos martelos, a fumaça branca escapando das bocas