A manhã chegou sem pressa, filtrando-se pelas frestas da cortina como se Tromsø tivesse decidido dar-lhe alguns minutos a mais antes de começar. Madeleine ainda estava de robe, preparando café, quando ouviu o som discreto de passos na neve. Não esperava ninguém. Abriu a porta e encontrou um envelope cuidadosamente colocado sobre o degrau, o nome dela escrito à mão, com aquela caligrafia formal que só advogados e pessoas muito antigas ainda usavam.
Ela não precisou abrir para saber do que se tra