No sábado, Madeleine acordou antes do sol.
Era raro dormir a noite inteira, mas naquela vez não foi a insônia que a acordou — foi um silêncio diferente. Não o silêncio das ausências, mas o da possibilidade. O do “e se”.
Levantou-se devagar, sentindo o calor constante do novo aquecedor. Vestiu uma blusa de lã, prendeu o cabelo de qualquer jeito e foi até a cozinha. Havia chá, mas pouca coisa além disso. Uma garrafa de azeite norueguês pela metade, dois pacotes de massa, uma maçã esquecida.
A gel