Rogério
Eu revisava os prontuários da noite anterior quando ouvi a voz do doutor Antony me chamando da porta do meu consultório.
— Rogério, pode vir um instante? disse ele, com aquele tom que misturava urgência e serenidade.
Deixei a caneta sobre a mesa e o segui até sua sala. Antony estava ao telefone, mas logo desligou e me olhou com um ar pensativo.
— Preciso conversar com você sobre uma paciente — começou. — É um caso delicado.
Cruzei os braços, esperando que ele continuasse.
— Trata-