Andréia
Assim que fechei a porta de casa, encostei as costas nela e respirei fundo. O perfume dele ainda estava na minha pele. O gosto, na minha boca. O coração, inquieto — mas pela primeira vez, não era de angústia.
— Andréia? a voz de Marlene veio da cozinha. — É você, minha filha?
— Sou eu, dona Marlene respondi, tentando parecer natural, mas não adiantou.
Ela apareceu na porta com o avental de sempre e o olhar curioso de quem conhece cada detalhe meu.
— Esse sorriso aí… tem nome?
Não con