(Pedro)
A primeira coisa que senti ao acordar foi uma pontada aguda na cabeça, um martelar insistente que era o preço da minha bebedeira na noite anterior. O quarto estava imerso em uma luz cinzenta e fria. Virei-me, o movimento lento e doloroso, para olhar o relógio na mesa de cabeceira: 7h00. Um gemido de frustração escapou de meus lábios. Eu precisava ir para casa.
Enquanto me sentava na beira da cama, fragmentos da noite anterior me assaltaram: o brilho do uísque, o olhar faminto daquela