(Pedro)
O gelo tilintava no meu copo, um som solitário que mal conseguia cortar o ruído dos meus próprios pensamentos. Eu estava sentado naquele sofá de couro, perdido em um labirinto de problemas, enquanto o uísque descia queimando, um castigo bem-vindo. Nem vi quando Arthur e Fellipe chegaram, suas presenças só se registraram quando a voz de Fellipe atravessou a névoa.
— Pedro... Pedro... Está me ouvindo?
Pisquei, a realidade voltando em um solavanco.
— Desculpa. Não vi vocês chegando.
—