153: Luna Castilho

“Algumas quedas não destroem — libertam. Quando o medo se cala, sobra a escolha… e eu escolhi não voltar a ser silêncio.”

🖤

A queda não faz barulho quando é real. Não estilhaça, não explode, não pede plateia. Ela acontece como um esvaziamento lento, quase delicado — um silêncio estranho, respeitoso, que se instala quando o medo finalmente perde a função. É assim que sinto o mundo nas horas seguintes àquela ligação. Como se algo antigo, pesado, tivesse soltado o ar dos pulmões depois de me sufocar a vida inteira. Não há euforia. Não há vitória ruidosa. Há espaço.

Fernando não diz nada. E não precisa. O silêncio dele não é ausência — é presença calculada. A vigilância que permanece já não é agressiva, não é movida por impulso ou vingança. É outra coisa. Mais fria. Mais consciente. Não é um império se defendendo. É um homem escolhendo, pela primeira vez, o que ainda merece continuar de pé… e o que pode ruir sem remorso.

Estou na varanda quando o telefone toca de novo. O ar da madrug
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