A consciência volta em ondas curtas, quebradas, como se meu corpo estivesse testando se ainda vale a pena me manter aqui. Não há sonhos. Só fragmentos soltos. Vozes distantes que entram e saem. O balanço constante da maca. Um motor grave demais para ser ambulância comum. O som não corre — ele avança. Blindado. Seguro. Feito para atravessar territórios onde homens como eu não deveriam sobreviver.
Abro os olhos com esforço. A visão vem turva, mas o cérebro reconhece rápido demais. O teto não é b