“Fui feito de vingança e aço, mas ao lado dela descubro que amar não é fraqueza — é a ferida que me desnuda e a única chance de redenção que me resta.” — Fernando Torrenegro
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Há muito tempo aprendi a medir o mundo em linhas de ataque: frieza, cálculo, disciplina. Amor, para mim, sempre foi falha tática — uma brecha onde o inimigo entra. Hoje, com ela dormindo ao meu lado, todas essas regras se rasgam. Percebo, com o peso de um soldado ferido, que amor não é fraqueza: amor desnuda. E o que fica de mim, quando Luna encosta a cabeça no meu peito, não é fragilidade; é carne. É humanidade crua, suja das coisas que fiz, que pensei ter soterrado junto com meu passado.
O corpo dela parece pequeno contra o meu, mas não é fragilidade — é confiança. O rosto sereno, a respiração tranquila, como se nunca precisasse blindar nada. Isso me destrói. Porque eu sei o que carrego nas mãos. Sei o rastro de morte que me trouxe até aqui. Sei que não mereço essa paz. Não depois de cada plano traçado em me