A luz pálida da manhã filtrava-se pelas persianas da UTI adulta, desenhando linhas tênues nas paredes frias e impessoais. O ambiente, silencioso exceto pelos sons intermitentes dos monitores cardíacos e pelo leve zumbido dos respiradores, parecia suspenso no tempo. No leito, Marta despertava aos poucos, os olhos marejados oscilando entre o teto branco e a porta fechada. O peito arfava, enquanto as lembranças se misturavam ao medo: os filhos… estariam vivos?
A maçaneta girou com um clique discre