Marta caminha devagar pelo corredor da casa, uma das mãos apoiada no quadril e a outra acariciando a barriga enorme, como se acariciasse o próprio tempo. O silêncio da manhã é quebrado apenas pelo leve farfalhar do vento entrando pelas janelas abertas e os passarinhos lá fora celebrando o dia. Ela se detém diante do quarto dos bebês, respira fundo e sorri com orgulho contido.
— Está tudo pronto, meus amores — murmura.
O quarto, ampliado durante a reforma, agora tem duas janelas que deixam o sol