O sol mal rompe o céu quando a dor já consome os corações. Ravi chega com os olhos em brasa, parecendo ter atravessado um incêndio por dentro. Não dormiu, não comeu, e não fala. Seu silêncio é um grito abafado. Ele tenta se manter inteiro, mas está à beira do colapso.
Eduardo, cheio de culpa, mal encara Dona Maria, que com a sabedoria mansa dos anos, percebe. Enxuga as mãos no pano de prato e aponta a cadeira.
— Senta. Come. Não vai achar teu sobrinho de estômago vazio.
Eduardo hesita, mas obe