O relógio da cozinha marca pouco mais de meio dia quando Dona Maria anuncia, com seu jeito doce e firme, que o almoço está servido. O cheiro da comida já havia se espalhado pela casa inteira, invadindo cada canto com notas quentes de temperos frescos e o aconchego de comida caseira feita com paciência.
A mesa está posta de forma simples, mas convidativa: toalha branca, bem alva, pratos de louça, copos de vidro iguais e travessas fumegantes que exalam aromas irresistíveis. Ali não há luxo, não há porcelanas finas nem talheres prateados, mas há algo muito maior, invisível e poderoso, o seu amor.
David é o primeiro a se aproximar, ainda desconfiado. O olhar dele vagueia pela mesa como se tentasse decifrar cada prato antes de provar. Acostumado a restaurantes sofisticados, chefs renomados e cardápios elaborados, não espera muito da simplicidade de uma cozinha de fazenda. Mas o cheiro… ah, o cheiro o trai. Seu estômago ronca sem cerimônia, arrancando uma risadinha discreta de Ravi, que já