Rui dirige sem rumo. A cidade ao redor parece girar em câmera lenta, como se o mundo estivesse bêbado e ele fosse o único sóbrio, sóbrio demais para aguentar a realidade. Os faróis se tornam manchas disformes, as ruas perdem o nome, o tempo perde o compasso. Mas uma imagem permanece viva, vívida, cortante, Islanne, nua, ofegante, gemendo alto o nome de outro homem. Do seu melhor amigo.
Ele freia bruscamente e encosta o carro no primeiro lugar ermo. Sai tropeçando nos próprios passos, tentando r