O silêncio da casa pesa mais que qualquer grito. Jonathan senta-se à beira da cama, os cotovelos nos joelhos, a cabeça baixa. O celular em sua mão vibra com uma notificação. Ele já sabe do que se trata. Há dias, semanas, sua vida inteira se resume a isso, esperar uma resposta que não vem. E hoje, finalmente, ela chegou. Ele se levanta, dá um beijo apressado em Marta, que embala Lua com um olhar calmo demais para a tormenta silenciosa que também a habita, e diz:
— Preciso dar uma saída rápida. C