O céu ainda nem clareou completamente quando Miguel calça as botas, pega o tablet e cruza o terreiro do Sítio Maia. O orvalho da madrugada ainda adorna a grama, e a luz dos primeiros raios do sol recorta a silhueta dos galpões modernos como uma promessa de mais um dia de trabalho. Ele não gosta de perder tempo. A precisão dos dados, o controle da produção, os cuidados sanitários, tudo depende da sua atenção. Mas hoje, há algo diferente no ar. Um incômodo sutil, como se algo estivesse por aconte