O sol ainda não nasce quando Marta desperta, os olhos pesados e a alma leve por miligramas. Ela vira-se na cama vazia, pensa em Jonathan e surge um sorriso discreto, mas está ali. Por um instante, ela se esquece de tudo. Do sítio, dos galpões. Dos dias intensos. Da ausência. Depois, a memória invade, como uma onda fria.
Com um gesto lento, quase reverente, leva a mão até a barriga sob o pijama macio de algodão. Os dedos repousam ali por instinto, como se tocassem um segredo sagrado. Fecha os ol