O silêncio é ensurdecedor. Marta caminha entre os canteiros de hortaliças do sítio como quem pisa em estilhaços, cada passo uma dor calada, cada sorriso um disfarce cuidadosamente construído. Os pés firmes no chão não conseguem conter o peso em seu peito. Ela observa as galinhas ciscando tranquilas, o gado ao longe, na fazenda vizinha, as árvores balançando com o vento suave… e, ainda assim, tudo parece fora do lugar. Porque dentro dela, duas vidas pulsam com força, e ainda assim, ela se sente