As Chamas que Não Se Acenderam

Isadora surge no escritório de Jonathan com o celular ainda na mão, o semblante grave. A voz dela não treme, mas a tensão é perceptível.

— Jonathan… localizamos o carro de Cassandra, ela começa, direta.

— Estava estacionado a poucos quilômetros daqui.

Ele ergue o olhar de imediato, os olhos escuros fixos nela, atentos.

— E? Pergunta em um tom baixo, controlado, como quem já pressente que a resposta não será simples.

Isadora solta o ar devagar.

— No porta malas, vários frascos de álcool. Garrafas inteiras. Ela pausa, deixando o peso da informação preencher o ambiente.

— Estava claro o que ela planejava, Jonathan. Ela queria… incendiar as crianças.

A mandíbula dele se contrai, os punhos fecham sobre a mesa. Por alguns segundos, o silêncio reina, pesado como chumbo. Jonathan se levanta, anda até a janela, mas não parece enxergar o que está lá fora. O reflexo do próprio rosto no vidro devolve a ele um ódio contido, uma incredulidade gelada.

— Maldita, ele esbraveja, mais para si do que
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