A mansão Schneider respira tranquilidade naquela tarde clara. As crianças correm pelo jardim, rindo, suas vozes leves ecoando como música. O vento balança suavemente as árvores e o sol faz brilhar o gramado úmido. Mas sob a superfície dessa calma, um mal rasteja, silencioso e faminto.
Cassandra.
Ela conseguiu o que parecia impossível, penetrar nos limites da propriedade, com os olhos ardendo em desespero e o corpo frágil consumido pelo ódio. Seus pés arrastam-se pelo chão de pedras, mas seu olhar se acende quando vê os gêmeos brincando, sozinhos no jardim.
O coração dela dispara.
A boca seca.
O veneno transborda.
— Agora… agora vocês serão meus. Sussurra para si mesma, a saliva pesada na boca, como se já pudesse saborear a vingança.
Com um ímpeto de fera, Cassandra corre. O vestido amarrotado sobe, os braços estendidos como garras em direção às crianças. Os gêmeos se viram e congelam, os olhos arregalados diante da figura grotesca que avança sobre eles.
Mas Cassandra não chega até ele