📓 Narrado por Miguel Satamini — Manhã seguinte
O sol me encontrou antes do despertador.
A cabeça latejava, o gosto de uísque ainda grudado na garganta.
Levantei com a paciência de um demônio acordado cedo demais.
A ducha fria bateu no corpo e não serviu pra nada.
Nem a água gelada apagava a lembrança dela nem o cheiro da porra daquele quarto.
Vesti o terno escuro, a gravata bem justa no pescoço, e deixei o apartamento sem olhar pra trás.
O porteiro tentou desejar “bom dia”, e eu