📓 Narrado por Clara — Quarta-feira, 6h22 da manhã
O despertador tocou no mesmo horário de sempre, mas hoje o som pareceu menos cruel.
Abri os olhos devagar, o teto ainda meio embaçado pela luz fria que entrava pelas frestas da cortina.
Demorei alguns segundos antes de me mover só respirando, só existindo.
O corpo ainda doía em pontos pequenos, quase imperceptíveis, mas eu já sabia ler esses sinais.
As dores miúdas eram o jeito do meu corpo me lembrar de tudo o que ele passou… e sob