📓 Narrado por Miguel Satamini — Madrugada de terça-feira
O apartamento estava mergulhado em silêncio quando a porta bateu atrás de mim. Um silêncio que não era paz — era sufoco. Joguei as chaves sobre a mesa de vidro, o barulho seco ecoando no espaço vazio.
Caminhei direto até o bar, a garrafa de uísque ainda pela metade me esperando como cúmplice. Enchi o copo até a borda e virei sem pensar. A queimação desceu pela garganta, mas não adiantou: não queimava mais que a lembrança.
Clara.
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