📓 Narrado por Miguel Satamini — Segunda-feira, noite
O copo quase estourou na minha mão. O gelo rachou, o líquido tremeu, e minha paciência também.
Levantei os olhos devagar, mirando Renato como quem mira a cabeça de um alvo.
— Você acha isso mesmo? — perguntei, a voz baixa, grave, firme como chumbo.
Ele não recuou. Nunca recua. Apenas se recostou na cadeira, o sorriso maldito ainda estampado, girando o uísque na mão como se estivesse no comando do jogo.
— Eu não acho, Satamini. — respond