📓 Narrado por Clara — Segunda-feira, noite
O elevador chegou ao térreo com um ding seco. As portas se abriram e eu saí sem olhar pra trás. A cada passo pelo saguão, meu corpo gritava pra não esperar, pra não ceder, pra não me deixar prender de novo naquele olhar dele que tanto me feria quanto me puxava.
A rua estava úmida do sereno, o vento frio atravessava meu casaco leve. Cruzei a porta de vidro da empresa como quem atravessa uma fronteira. Eu só queria distância.
Mas, claro, não foi a