Ana segurava o envelope nas mãos como se fosse de vidro. Seu peso era estranho — leve, mas cheio de tudo o que ela não ousara esperar.
Ela olhou para Leonardo, depois para Clarice. Ninguém disse uma palavra. Havia apenas o leve zumbido do piano ainda ressoando nas paredes.
— Eu acho... que preciso abrir isso sozinha, Ana sussurrou.
Leonardo assentiu e deu um passo para trás.
— Não tenha pressa. Chegamos.
Ela atravessou o quarto e sentou-se perto da janela, onde a luz se filtrava como uma corti