O silêncio após a nota final era diferente de todos os anteriores. Não era uma ausência — era presença pura. Como se o mundo tivesse ouvido, entendido, e agora aguardasse o próximo passo.
Clarice foi a primeira a se mover. Caminhou até a lareira onde uma moldura empoeirada repousava há anos. Passou os dedos por ela, revelando a imagem de sua mãe em preto e branco, sentada ao piano com uma expressão que era mais do que serenidade — era propósito.
— Ela sabia — murmurou. — Sabia que um dia volta