Eu ainda estava parada no meio do quarto, quando Alejandro, encostado na poltrona como se estivesse num comercial de perfume caro, falou com a maior naturalidade do mundo:
— Falta o vestido.
Olhei pra ele.
Olhei pro vestido.
Olhei pra ele de novo.
— É eu sei — respondi, cruzando os braços. —
Ele não se moveu. Só aquele meio sorriso irritantemente bonito.
— Você não vai conseguir tirar sozinha.
Suspirei.
— Olha, Alejandro… eu já sei …
Virei de costas, mostrando a fileira infinita de botões.
— Is