Finalmente senti o avião começar a descer.
Aquela leve inclinação que faz o estômago afundar um pouco e avisa que a viagem está chegando ao fim.
Olhei pela janela.
E então vi.
A Suíça.
Era março.
A neve cobria a paisagem como um tapete branco e silencioso, refletindo as luzes douradas da cidade lá embaixo. Parecia um daqueles cenários perfeitos de filme romântico — daqueles que a gente assiste enrolada no cobertor e pensa que aquilo só existe na ficção.
Montanhas se desenhavam ao longe, majesto