A noite caiu pesada sobre a mansão.
Helena percebeu a mudança antes mesmo de saber explicar o motivo. Não era apenas o céu mais escuro ou o vento que soprava diferente. Era a sensação incômoda de que algo havia se movido. Como se uma peça invisível tivesse avançado no tabuleiro.
Ela estava no quarto de Matteo, sentada ao lado da cama, observando o menino dormir. O rosto tranquilo, a respiração calma. Aquela imagem simples apertou seu peito de um jeito quase doloroso.
— Eu prometo que vou te proteger — sussurrou, sem saber exatamente de quem.
Quando saiu do quarto, fechando a porta com cuidado, encontrou Adrian no corredor. Ele caminhava de um lado para o outro, o celular pressionado contra o ouvido, a expressão dura.
— Não — dizia, em tom baixo e controlado. — Quero homens armados. Agora. Não me interessa o custo.
Ele desligou e ergueu os olhos para Helena no mesmo instante.
— O que está acontecendo? — perguntou ela.
— Ele está se aproximando — respondeu Adrian, direto.
O coração de H