Adrian percebeu antes dos outros.
Não foi o médico. Nem a governanta. Nem os sensores da casa, sempre atentos a qualquer mínima variação. Foi ele.
Matteo não correu naquela manhã.
Sentado à mesa do café, o menino empurrava o cereal com a colher, sem entusiasmo. O olhar estava distante, sem o brilho habitual. Adrian observava em silêncio, fingindo ler o jornal digital enquanto cada gesto do filho era registrado com precisão cirúrgica.
— Não quer suco? — perguntou Adrian.
Matteo balançou a cabeça