A porta se fechou com um clique suave, isolando o mundo. A coletiva, Helena, as ameaças, o contrato — tudo virou cinza e silêncio. Só existíamos nós dois.
O quarto estava mergulhado na penumbra prateada da lua. Maximus não acendeu nenhuma luz. Não precisava. Seus olhos já brilhavam o suficiente.
Ele segurou meu rosto com as duas mãos, polegares acariciando minhas bochechas como se eu fosse feita de vidro. A voz saiu rouca, quase partida:
— Última chance, amor. Diga não e eu paro. Mesmo que me m