A luz veio primeiro.
Branca. Forte. Dolorida. Entrando pelos meus olhos como facas, cortando a escuridão que me mantinha segura, que me mantinha longe, que me mantinha morta. Eu queria voltar. Eu queria fechar os olhos de novo. Eu queria não estar ali.
Mas o corpo não obedeceu.
O corpo despertou antes de mim. As pontas dos dedos formigando. As pernas dormentes. O braço esquerdo pesado, cheio de fios, cheio de agulhas, cheio de algo que pingava devagar dentro de mim. E a costela. A costela direi