O sangue gelou nas minhas veias.
Damasco já estava com a arma apontada. Eu também.
Tessa estava na porta.
O cabelo escuro solto, bagunçado. O casaco preto aberto, a camisa branca manchada de sangue. O rosto pálido, os olhos fundos, a expressão serena. Ela não parecia uma ameaça. Não parecia uma criminosa. Parecia uma mulher cansada. Uma mulher perdida. Uma mulher que já não tinha mais nada a perder.
Na mão dela, uma faca.
A mesma faca que cortou Natalie.
— Larga a faca, Tessa — eu disse, a voz