A mansão apareceu no horizonte como uma lembrança que eu não sabia se queria ter. As árvores do jardim balançavam com o vento da tarde, as folhas secas dançando no ar como espectros de um passado que eu tentava esquecer. O portão de ferro preto estava aberto, como se a casa estivesse me esperando. Como se ela soubesse que eu ia voltar. Como se ela estivesse pronta para me engolir de novo.
O carro passou pela entrada. Os pneus cantaram na curva. As pedras do jardim brilhavam molhadas — alguém ti