Maximus já estava no corredor quando eu levantei da cadeira. Os passos dele eram rápidos, descoordenados. Eu nunca o vi assim. Ele sempre foi tão controlado, tão calculista, tão dono de si. Naquele momento, ele parecia um homem à beira de um abismo.
— Espera — eu chamei.
Ele não parou.
— Maximus!
Ele parou. Não se virou. Apenas ficou ali, com as costas para mim, os ombros tensos.
— Eu vou com você.
— Não.
A resposta foi seca. Cortante. Mas eu não recuei.
— Você não pode ir sozinho.
— Posso. E v