O sol atravessa as cortinas do quarto e desenha linhas douradas sobre o lençol branco.
O ar tem aquele cheiro frio de hospital — limpo demais, quase sem vida —, mas há uma doçura tímida se misturando à luz.
Talvez seja só esperança.
Ou talvez seja ele.
Alec dorme outra vez, deitado de lado, o rosto voltado pra janela.
O soro pinga lento, o monitor respira por ele, e eu fico observando cada movimento como quem tenta aprender o ritmo de uma música nova.
O peito dele sobe e desce com um esforço di