A chuva engrossava, riscando o vidro do táxi com linhas trêmulas de luz.
O motor rugia contra o asfalto molhado, e as ruas passavam depressa, borradas, como se o tempo também tivesse pressa.
Anne apertava o celular nas mãos.
As mensagens de Maikon piscavam, mas ela não conseguia responder.
O coração dela batia descompassado, um golpe atrás do outro, cada batida ecoando o mesmo pensamento:
“Chega a tempo, chega a tempo…”
O motorista, um senhor de voz calma, lançou um olhar pelo retrovisor.
— Moç