O escritório de Nicolau parecia mais sombrio naquela noite. Sempre parecendo maior do que realmente era. Talvez fosse o silêncio pesado, as paredes forradas de madeira escura e aquele odor de charuto que parecia nunca desaparecer.
As cortinas pesadas fechavam o mundo lá fora, deixando apenas a luz baixa do abajur e o cheiro de charuto queimado pairando no ar.
Ian estava de pé, imóvel, diante da mesa maciça do avô, as mãos nos bolsos, o rosto controlado como uma estátua de mármore. Mas por dentr