Seis anos atrás (continuação)
A chuva engrossara.
Cada gota parecia ecoar o que restava dentro de Olívia: um som oco, cansado, como se o mundo tivesse decidido chorar junto com ela.
Eles saíram do bar cambaleando entre risos nervosos e silêncios pesados. O neon refletia na poça d’água da calçada, tingindo o asfalto com um vermelho febril. Ian segurou o guarda-chuva de qualquer jeito, inclinando-o mais sobre ela do que sobre si.
— Você está tremendo — ele observou, a voz rouca pelo álcool e por