Capítulo 183

O silêncio após a última frase de Vitório parecia vivo, pulsante, quase tangível.

O som distante da chuva batendo nas janelas se misturava ao zumbido do ar-condicionado, o único ruído entre os três homens que tentavam processar o que haviam acabado de ouvir.

Ian piscou lentamente, como se o próprio cérebro se recusasse a decifrar as palavras.

Então ele se inclinou para frente, a voz rouca e cortante:

— Você sabe que eu não tenho filhos, Vitório.

O advogado não desviou o olhar.

Seu rosto estava sereno, mas havia algo por trás; uma hesitação quase imperceptível, como se equilibrasse um segredo sobre a ponta da língua.

— Estou apenas lendo o que Nicolau escreveu — respondeu, em tom neutro. — Ele foi muito claro sobre isso.

Ian riu; um som sem humor, amargo.

— Claro. Nicolau sempre foi claro. O problema é que ele falava em enigmas, como se a vida fosse um tabuleiro e nós, suas peças.

Ele se levantou abruptamente, circulando a sala como uma fera presa em jaula.

— O que isso significa, entã
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