O silêncio após a última frase de Vitório parecia vivo, pulsante, quase tangível.
O som distante da chuva batendo nas janelas se misturava ao zumbido do ar-condicionado, o único ruído entre os três homens que tentavam processar o que haviam acabado de ouvir.
Ian piscou lentamente, como se o próprio cérebro se recusasse a decifrar as palavras.
Então ele se inclinou para frente, a voz rouca e cortante:
— Você sabe que eu não tenho filhos, Vitório.
O advogado não desviou o olhar.
Seu rosto estava