O silêncio era tão absoluto que ela podia ouvir o próprio medo respirar.
O ar estava gelado e úmido, e cada inspiração parecia arranhar a garganta, como se o ar fosse feito de vidro moído.
Quando Olívia abriu os olhos outra vez, a escuridão ainda estava lá, mas já não era completa. Um retalho de luz prateada escorria pela janela alta, atravessando as barras enferrujadas e desenhando linhas finas sobre o chão de cimento.
Ela não sabia quanto tempo havia passado. Horas, talvez dias. O corpo doía