O vento no penhasco era uma entidade viva, uma fúria invisível que cortava através do tecido fino do vestido de noiva de Olívia como se fosse papel. Cada rajada era um açoite gelado contra sua pele, empurrando-a perigosamente perto da borda. A noite não era quieta; era um ser faminto, uivando histórias de almas perdidas que haviam encontrado seu fim naquelas mesmas rochas negras.
Abaixo, o mar não quebrava, ele rugia. Ondas monstruosas, escuras como óleo, explodiam contra o penhasco, e o estron