A noite já havia engolido a cidade quando Ian atravessou os portões da mansão.
O carro deslizou até parar na garagem, mas ele ficou alguns segundos dentro, os dedos firmes no volante, a cabeça apoiada contra o encosto.
O celular vibrava sobre o painel, insistente, piscando pela décima vez.
Matheus.
De novo.
As mensagens dele se acumulavam como gritos mudos em sua tela. Ian pegou o aparelho, leu por cima a enxurrada de mensagens: provocações, lembretes, piadas sobre a festa de despedida de solte