Angelina da Costa
Diogo estava estranho. Cantarolava pela casa, assobiava como se carregasse leveza e aquilo despertava a minha curiosidade por dentro. Era impressão minha ou ele parecia tudo, menos um homem que havia sofrido um atentado? Meus olhos o seguiam em cada gesto à mesa de refeições, e as perguntas queimavam na garganta: teria sido ele o mandante? O nome que me rondava a mente, o único possível?
- Não vai comer? - perguntou sem me encarar, servindo-se de sopa com a calma irritante de