Angelina Ribeiro
Dirigi pela cidade como se estivesse cega, o coração acelerado, a respiração curta, cada semáforo parecia uma sentença. Cheguei ao condomínio, vi o carro de Saulo ainda estacionado na porta. O peito apertou, e a raiva se misturava à vergonha.
Adson caminhava com Laura, calmamente, como se nada tivesse acontecido, enquanto eu passava perto do carro de Saulo. Quis esbarrar nele, derrubar o veículo, provocar alguma reação... mas para quê? Só pioraria minha própria situação.
Estaci