Saulo Prado
Eu nem percebi quando Angelina saiu. Adson já dormia, agarrado ao travesseiro; recostei-me na cama devagar, apoiando a cabeça enquanto Atlas enroscava o braço no meu pescoço. O corpo pedia descanso mais do que qualquer obrigação formal. Adormeci.
Durante o sono, senti um corpo magro se aproximar, as costelas finas roçando minhas costas. Abri os olhos e contei quatro pernas e vários braços ao meu redor: Atlas à frente, Adson atrás, eu ali no meio. Engoli em seco. Talvez eles sentisse