Angelina Da Costa
O resto da tarde foi um tormento. Saí da copa para um escritório vazio. O Saulo tinha saído, e o meu celular estava sobre a mesa dele. Peguei-o de volta e soltei uma risada ao ver a mensagem que havia escrito para mim: "Eu te amo, minha ruiva maluca!"
Eu tinha deixado o celular dele na gaveta da minha mesa; ia apenas devolvê-lo. "Ama mesmo? Hum... será que você não aceitou a companhia de alguém na minha saída?" ainda digitava quando o celular dele tocou nas minhas mãos. O nome "Fernando" surgiu na tela. Fiquei tão sem reação que nem sabia onde enfiá-lo. Coloquei-o de volta na mesa após abaixar o volume no desespero.
Pouco depois, ele chegou, acompanhado de um homem. Eu me concentrei no trabalho, fingindo normalidade. A Francesca chegou atrás deles, assídua, como se estivesse seguindo o chefe.
Quando deu meu horário, bati na sala do Saulo para avisar que ia embora. Ele apenas assentiu, sem negar. Fui de ônibus para casa, me sentindo tensa e cansada. A mente e o corpo,